Justiça para Abdoulaye Dieng

Manifestantes da comunidade senegalesa e movimentos sociais seguram cartazes com a foto do bebê Abdoulaye Dieng e dizeres de justiça durante protesto em São Paulo.

Na última quarta-feira, 22/7, o pequeno Abdoulaye Dieng, de apenas 1 ano e 4 meses, perdeu a vida após um gravíssimo acidente dentro da Creche CEI Luz do Brás, no centro de São Paulo. O bebê era filho de trabalhadores de origem senegalesa.

Apesar do trágico evento, a resposta da prefeitura, da entidade mantenedora da creche (Associação Beneficente Luz) e do Estado foram de completo descaso, evidenciando as camadas de racismo que envolvem a violência contra imigrantes periféricos. Durante um ato da comunidade senegalesa e de movimentos sociais na frente da creche nesta segunda-feira, 27/7, a presença de policiais militares e da GCM trouxe pânico à comunidade, que ainda processa os lutos pelo assassinato dos trabalhadores ambulantes Ngagne Mbaye e Mourtalla Mbaye.

Diante dessa dor, a comunidade se uniu em protesto em frente à unidade exigindo apuração rigorosa, encerramento das atividades da creche para averiguação da segurança dos espaços, responsabilidade e segurança para todas as crianças.

No ato também foi pautada a importância da discussão sobre o fim das creches privadas. De acordo com levantamento do Tribunal de Contas do Município (TCM), as creches conveniadas chegam a ter o dobro de crianças por professor em comparação à rede direta, o que pode ter contribuído diretamente para a morte de Abdoulaye Dieng. Esse caso se soma a outras situações de graves violações de direitos humanos envolvendo o racismo institucional e xenofobia no Bairro do Brás, centro de São Paulo.

Nossa solidariedade à família e a toda a comunidade imigrante e do território neste momento tão difícil.

Vídeo: repost instagram.com/@MonicaSeixas

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