Peabiru thaki: rota ancestral

Passeio com coletivo Visto Permanente

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Pesquisadores indígenas conduzirão uma caminhada pelos caminhos urbanos do Peabiru, rota de intercâmbios econômicos e culturais utilizada por povos indígenas há milhares de anos. O percurso, realizado no Centro Histórico de São Paulo, propõe reflexões sobre memória, presença e influência dos povos originários no território onde hoje se encontra o Sesc Carmo.

O roteiro parte do Planalto de Piratininga, de onde se avista a várzea do Rio Tamanduateí e o traçado de antigas trilhas indígenas. Serão apresentados pontos que conectavam o planalto à cidade de São Vicente e ao mar, passando pelo Marco Zero de São Paulo. Ao longo da caminhada, serão abordados temas como a confluência histórica entre povos africanos escravizados e povos indígenas no século XVI e os diferentes sistemas de referência geográfica envolvidos na abertura do caminho do Peabiru.

A atividade também discutirá os impactos e influências do Peabiru na formação da cidade, destacando permanências, apagamentos e a circulação de alimentos que hoje fazem parte do cotidiano — como o milho e a batata. O percurso se encerra no Sesc Carmo.

A caminhada ocorrerá após o término da apresentação musical de encerramento do projeto Centro em Concerto 2025, com La Sociedad Boliviana de Música de Cámara, Elodie Bouny e Renato Braz.

Ponto de encontro: em frente ao Mosteiro de São Bento (Largo São Bento, s/n – Centro Histórico de São Paulo), às 15h15.

A atividade é produzida pelo coletivo audiovisual Visto Permanente, que atua há uma década com filmes, séries, eventos culturais e consultoria em projetos ligados a temáticas migrantes e indígenas. Entre seus trabalhos, destaca-se a série documental Ventos de Peabiru.

Mediação:

  • Juan Cusicanqui (etnia Aymara): pesquisador, ator e performer, reconhecido por trabalhos que dialogam com mitos e tradições andinas, com destaque para interpretações relacionadas ao mito Ekeko. Tem trajetória em música autóctona, cenografia e projetos de diálogo intercultural. Foi protagonista e consultor da série Ventos de Peabiru e pesquisador no Projeto de Extensão Fronteiras Cruzadas (FFLCH-USP).
  • Sonia Ará Mirim (etnia Guarani Mbya): mestre de saberes, ativista e liderança da Terra Indígena do Jaraguá. Atuou em filmes e como consultora de projetos culturais e ambientais. É mestre de saberes do Museu das Culturas Indígenas.
  • Alohá de La Queiroz (etnia Potiguara): pesquisadora, musicista, performer e produtora cultural. Coordena a kasinha Bay4s Cultural e Social, promovendo eventos e rodas de conversa que fortalecem coletivos migrantes e periféricos. Atuou com artistas como Otávio Donasci e Artur Matuck e integra o grupo de pesquisa Colabor, da ECA-USP.

Degustação no Sesc Carmo: milhos (Guarani e andinos), batatas de diferentes tipos e amendoins.
Horário: das 16h45 às 17h30.

Para se inscrever na lista de espera, é só fazer pelo site do SESC Carmo: https://www.sescsp.org.br/programacao/peabiru-thaki-rota-ancestral

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