25/07 – Ato das mulheres negras tem presença das campanhas #NduduzoFica e #FalilatouLivre em São Paulo

9ª edição da Marcha das Mulheres Negras acontece em São Paulo no dia 25 de julho de 2024, data em que se celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

Durante a marcha realizada na Praça da República – no centro de São Paulo, a partir das 18h –, a rede #VidasImigrantesNegrasImportam irá levar as campanhas pela liberdade da trabalhadora togolesa Falilatou Estelle Sarouna e contra a expulsão da multiartista sul-africana Nduduzo Siba.

A luta contra a expulsão de Nduduzo Siba do Brasil foi iniciada em 2018, servindo como um catalisador de ações, entre elas a formação da rede #VidasImigrantesNegrasImportam. A rede foi fundamental para o surgimento de outras importantes atividades antirracistas, como as ações pela libertação de Falilatou do cárcere. A trabalhadora de origem togolesa conseguiu liberdade provisória em 2021 após seis meses presa, e agora segue em uma campanha urgente contra a condenação absurda e sem provas a 11 anos de prisão.

As campanhas seguem mobilizando uma ampla rede de ativistas e coletivos de negritude, da luta anti-cárcere, dos movimentos sociais e do campo das migrações. Acompanhe e apoie as campanhas #NduduzoTemVoz aqui (linktr.ee/nduduzotemvoz) e aqui (linktr.ee/falilatoulivre).

Marcha das Mulheres Negras

A Marcha é resultado da organização e acúmulo político da histórica Marcha Nacional das Mulheres Negras que aconteceu pela primeira vez em 18 novembro de 2015, quando cerca de 50 mil mulheres negras de todo o Brasil marcharam em Brasília/DF, demarcando uma posição política e de enfrentamento à conjuntura social de violência contra a mulher negra, contra a juventude negra e o recrudescimento do racismo e da perda de direitos sociais no país.

A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo – MMNSP, é uma organização autônoma e independente, suprapartidária, supra-religiosa, de construção horizontal, não vinculada a nenhuma organização ou governo, que propõe um retorno à unicidade da luta da mulher negra, cis e trans, contra as opressões racistas, machistas e de forte cunho capitalista. O trabalho se pauta pelo debate necessário sobre as questões de gênero, raça e classe. Seguimos também em solidariedade às mulheres indígenas e quilombolas que lutam cotidianamente pela demarcação de suas terras, e também às migrantes, imigrantes e refugiadas.

Neste ano, em solidariedade às comunidades negras atingidas pelas enchentes no Rio Grande so Sul, sernao destinados 25% do valor arrecadado na Vaquinha online aos grupos e organizações negras parceiras da Coalizão Negra por Direitos atuantes no RS, um estado com grande número de quilombos no país.

CHEGA DE GENOCÍDIO!
POR JUSTIÇA RACIAL, REPRODUTIVA, CLIMÁTICA, EDUCACIONAL E SOCIAL!

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